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Apagadas


Interagir com outra pessoa é

comunicar nossos sentimentos, crenças

e ideias, influenciadas ou não por nossa

formação cultural, maneira como

fomos criados ou o lado da cama em

que levantamos.

Alguns de nós são mais conscientes

que ao tomar uma decisão, ela deva ser

do interesse geral, mesmo que isso

signifique

negligenciar os próprios interesses



Entretanto, há quem crê que cada

um deva se responsabilizar por si mesmo

por sua personalidade

por sua independência

e que todos ficarão melhor

se fizerem o mesmo

facilitando assim, o como nos

envolvemos uns com os outros

dentro de sua dimensão, personalidade

e independência

alcançando e tocando

as pessoas de maneira

significativa



Para atingirmos um equilíbrio

precisamos ser justos, ponderados

colaboradores, compreensivos

sensíveis, diplomáticos, contemplativos

indulgentes e racionais

o que não é algo simples e/ou fácil



Todos somos importante e temos

problemas, mas sempre se espera que

mesmo em dificuldades, tenhamos um

coração, esquecendo nossos limites

pessoais - sempre atuando com a mais

pura empatia e compaixão, mesmo com

aqueles que acreditam ser o melhor que

cada um resolva seus próprios problemas

e aprendam como cuidar de si mesmos

(quando capazes)



É difícil ser movido sempre (ou só)

pelas necessidades dos outros, pois se

não cuidarmos bem de si próprios

acabaremos não sendo útil para

ninguém



Portanto, a compaixão deve ser

consciente, esforçando-se para ser justo

e sensato, cuidando dos outros

enquanto cuidamos também

de nós mesmos



Quando alguém está com problemas

podemos (e devemos) colaborar na

busca da solução, desde que, cada um

faça a sua parte, enquanto fazemos

a nossa, analisando o todo,

de forma cuidadosa e sensata,

e todos juntos, enfrentando

a dificuldade



De um lado não cabe agir só por

impulso quando surge um problema

É preciso dedicar tempo para pensar

na solução

e essa qualidade contemplativa é o que

traz a solução mais diplomática e

ponderada, justa para todos, justa

para consigo. E assim, todos ganham



Do outro, quando se é regido só pela

razão, as respostas mais diplomáticas

tomam um ar frio demais; ficam

focadas apenas na justiça, ignorando a

solidariedade e generosidade

Se a vida de alguém está em chamas

é preciso resgate urgente, e espera-se

colaboração imediata



A pessoa que está com sua vida em

chamas, pode se ressentir do tempo

que se gasta com contemplação

Elas precisam de você

e precisam com rapidez!

Não é uma questão de justiça

mas sim de incêndio. Assim

toda velocidade deliberada pode

parecer deliberada demais e não rápido

o suficiente, tanto para quem é mais

compassivo, como para aquelas que

enfrentam um problema autêntico



Na ponta contrária do espectro da

compaixão - para quem estabelece o

→ cada um cuida de si ←

qualquer solidariedade é

ponderada e mole demais. Esperam

que as pessoas, inclusive elas mesmas

enfrentem os problemas sozinhas

Estão convencidas de que toda e

qualquer ajuda dada, apenas incentiva

a dependência, e isso não é bom para

o desenvolvimento do caráter



Espera-se, ao final

que a maioria das pessoas

apreciem o equilíbrio, admirem a

compaixão ponderada e elogiem a

sensatez e o cuidado para com

toda a vida neste nosso mundo


Que apreciem e preservem a dignidade

esperando que todos colaborem

com seu próprio resgate



Àqueles que são mais bondosos

espera-se que encontrem o equilíbrio que

lhes falta quando ficam sem energia

para cuidar de si mesmos, cuidando

para não exaurir as forças doutros

ajudando assim, a tirar

as pessoas de seus problemas



Àqueles sem coração

que nem sempre admiram

a ternura não encontradas em si

mesmos, sejam um dia também

resgatados

Que fiquem gratos e vejam

no equilíbrio  → admiração  ←

o que certamente

não há mal nenhum em se ter


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Suponho que me entender
não é uma questão de inteligência
e sim de sentir, de entrar em contato.
Ou toca, ou não toca. → Lispector

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