Com o tempo, nos tornamos pessoas maduras,
certo?
Aprendemos a lidar com as nossas perdas
e já não temos tantas ilusões.
Sabemos que
não iremos encontrar uma pessoa que,
sozinha, conseguirá corresponder 100%
à todas as nossas expectativas
sexuais, afetivas e intelectuais.
Os que não se conformam com isso
adotam o "rodízio" e aproveitam a vida.
Que bom! que maravilha!
Então deveriam sofrer menos, não?
O problema é que
ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão
do que lhe restou de inocência.
Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo;
... ainda guardamos resquícios
dos contos de fada.
Mesmo a vida lá fora
flertando descaradamente conosco,
nos seduzindo com propostas tipo
"leve dois, pague um",
também nos parece tentadora a idéia de
contrariar o verso de Nei Duclós
"Nenhuma pessoa é lugar de repouso"
e encontrar alguém que acalme nossa histeria
e nos faça interromper as buscas.
Não há nada de errado
em curtir a mansidão de um relacionamento
que já não é apaixonante,
mas que oferece em troca
a benção da intimidade
e do silêncio compartilhado,
sem ninguém mais precisar se preocupar em
mentir ou dizer a verdade.
Quando se está há muitos anos
com a mesma pessoa,
há grande chance de ela conhecer bem você;
já não é preciso ficar explicando à todo instante
suas contradições, seus motivos, seus desejos.
Economiza-se muito em palavras;
os gestos falam por si.
Quer coisa melhor
do que poder ficar quieto ao lado de alguém,
sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso?
Longas relações
conseguem atravessar a fronteira
do estranhamento,
um vira "pátria" do outro.
Longas relações viram
amizade com sexo,
um jeito legítimo de se relacionar,
mesmo não sendo bem encarado
pelos caçadores de emoções.
Não é pela ansiedade
que se mede a grandeza de um sentimento.
Sentar-se, ambos,
de frente prá lua, havendo lua,
ou de frente prá chuva,
havendo chuva,
e juntos
fazerem um brinde com as taças,
contenham elas
vinho ou café,
à isso chama-se "trégua".
Uma relação calma entre duas pessoas que,
sem se preocuparem em ser modernos
ou eternos,
fizeram um do outro
"seu lugar de repouso".
Preguiça de voltar à ativa?
Muitas vezes é!
Mas também (vá saber!?!)
pode ser amor.
Clique aqui e leia => O CONTRÁRIO DO AMOR
... ou no PALAVRA IMPRESSA => NAMORO
Só existe uma lei no amor:
Tornar feliz
a quem se ama.
♥Y
certo?
Aprendemos a lidar com as nossas perdas
e já não temos tantas ilusões.
Sabemos que
não iremos encontrar uma pessoa que,
sozinha, conseguirá corresponder 100%
à todas as nossas expectativas
sexuais, afetivas e intelectuais.
Os que não se conformam com isso
adotam o "rodízio" e aproveitam a vida.
Que bom! que maravilha!
Então deveriam sofrer menos, não?
O problema é que
ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão
do que lhe restou de inocência.
Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo;
... ainda guardamos resquícios
dos contos de fada.
Mesmo a vida lá fora
flertando descaradamente conosco,
nos seduzindo com propostas tipo
"leve dois, pague um",
também nos parece tentadora a idéia de
contrariar o verso de Nei Duclós
"Nenhuma pessoa é lugar de repouso"
e encontrar alguém que acalme nossa histeria
e nos faça interromper as buscas.
Não há nada de errado
em curtir a mansidão de um relacionamento
que já não é apaixonante,
mas que oferece em troca
a benção da intimidade
e do silêncio compartilhado,
sem ninguém mais precisar se preocupar em
mentir ou dizer a verdade.
Quando se está há muitos anos
com a mesma pessoa,
há grande chance de ela conhecer bem você;
já não é preciso ficar explicando à todo instante
suas contradições, seus motivos, seus desejos.
Economiza-se muito em palavras;
os gestos falam por si.
Quer coisa melhor
do que poder ficar quieto ao lado de alguém,
sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso?
Longas relações
conseguem atravessar a fronteira
do estranhamento,
um vira "pátria" do outro.
Longas relações viram
amizade com sexo,
um jeito legítimo de se relacionar,
mesmo não sendo bem encarado
pelos caçadores de emoções.
Não é pela ansiedade
que se mede a grandeza de um sentimento.
Sentar-se, ambos,
de frente prá lua, havendo lua,
ou de frente prá chuva,
havendo chuva,
e juntos
fazerem um brinde com as taças,
contenham elas
vinho ou café,
à isso chama-se "trégua".
Uma relação calma entre duas pessoas que,
sem se preocuparem em ser modernos
ou eternos,
fizeram um do outro
"seu lugar de repouso".
Preguiça de voltar à ativa?
Muitas vezes é!
Mas também (vá saber!?!)
pode ser amor.
Clique aqui e leia => O CONTRÁRIO DO AMOR
... ou no PALAVRA IMPRESSA => NAMORO
Só existe uma lei no amor:
Tornar feliz
a quem se ama.
♥Y