Me larga, não enche
Você não entende nada
e eu não vou te fazer entender...
Me encara de frente
É que você nunca quis ver
não vai querer, nem vai ver
→ meu lado, meu jeito
o que eu herdei de minha gente
Eu nunca posso perder
Me larga, não enche
me deixa viver
Cuidado, oxente!
Está no meu querer
poder fazer você desabar
do salto
Nem tente
manter as coisas como estão
porque não dá. Não vai dá...
Quadrada! Demente!
A melodia do meu samba
põe você no lugar
Me larga, não enche
me deixa cantar
Eu vou clarificar
a minha voz gritando:
Nada mais de nós!
Mando meu bando anunciar:
Vou me livrar de você...
Hárpia! Aranha!
Sabedoria de rapina
e de enredar
Perua! Piranha!
Minha energia é que
mantém você suspensa no ar
Prá rua! se manda!
Sai do meu sangue, sanguessuga
que só sabe sugar
Pirata! Malandra!
Me deixa gozar, me deixa gozar...
Vagaba! Vampira!
O velho esquema desmorona
Desta vez é prá valer
Tarada! Mesquinha!
Pensa que é a dona?
E eu lhe pergunto:
→ Quem lhe deu tanto axé ?
À-toa! Vadia!
começa uma outra história
aqui, na luz deste dia "D",
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou vou viver mil
Eu vou viver sem você...
Eu vou viver sem você
Na luz desse dia "D"
Eu vou viver sem você...
Mr. Caetano Veloso
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Suponho que me entender
não é uma questão de inteligência
e sim de sentir, de entrar em contato.
Ou toca, ou não toca. → Lispector
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